|
Nota Muito Breve seguida por Bibliografia Essencial Short Outline followed by Essential Readings
Which are Peirce's key concepts? Hard question since Peirce's philosophy is so large and complex that each of us will refract his discourse according to our own concerns. Anyway, there is the concept of Sign and Semiosis and Interpretant and Immediate Object and Dynamic Object , the latter one seeming to re-ference, to re-interpret, the classic notion of Substance. Nevertheless, I and You, I'm sure, we would want to choose this one: INQUIRY, meaning Research, Investigation, Questioning. It is all about stressing doubt, endless doubt, our fallible and lonely condition as individuals towards an uneasy world to live in -- `vae soli'. The harassment of Reality or, as Peirce puts it, the Outward Clash, does not abandon us never. Indeed, Reality has the eccentric habit of reacting or resisting upon our conveniences or pleasures. How can one deals with the clash, the affluence of reality? Battling for truth, I suppose. Now: what is Truth? Like Pilatos facing Jesus, before waching his hands. Is this truth?, I ask myself against anything that seems unreal. But then, what is Reality? Peirce offers us precious insights on these questions by proposing other kind of questions: first, not what is Truth, but how can we get it; second, not what is Reality but how can we surround it and appease it. Regarding the former: never. Regarding the latter: never. Since: ``The cognitions which thus reach us by [...] infinite series of inductions and hypotheses […] are of two kinds, the true and the untrue, or cognitions whose objects are real and those whose objects are unreal. And what do we mean by the real? [...] It is a conception which we must first have had when we discovered that there was an unreal, an illusion; that is, when we first corrected ourselves. Now the distinction for which alone this fact logically called, was between an ens relative to private inward determinations, to the negations belonging to idiosyncrasy, and an ens such as would stand in the long run. The real, then, is that which, sooner or later, information and reasoning would finally result in, and which is therefore independent of the vagaries of me and you" (On Some Consequences of Four Incapacities Claimed For Man, 1868, CP 5.311). Peirce was quite outsanding as a scientist, as a mathematician and s a philosopher -- also as someone that endured the bitter taste of living. His discovery that reasoning can be thought of as having three basic modes -- deductive, inductive, and abductive -- is only one of many several proposals he made. Comparing Peirce with Aristotle, Aquina and Kant: equal among equals.
C. S. Peirce (1839, Cambridge, Mass . - 1914, Milford, Penns.) é o fundador da Semiótica moderna. Distingue-se esta Semiótica das teorias gerais do Signo desenvolvidas quer pelas escolas filosóficas da antiguidade clássica, nomeadamente pela escola estóica, quer pela escolástica medieval. Distingue-se ainda esta Semiótica daquela outra, proposta por John Locke, uma Semeiotike tomada como o terceiro ramo de uma proposta de classificação geral das ciências . Ao contrário da Semiologia europeia, que a Semiótica peirceana antecede em várias décadas, já que a sua primeira formulação é de 1867 , não está conceptualmente ou historicamente ligada nem à linguística Moderna, desenvolvida no século XIX por Franz Bopp e Jacob Grimm e estabilizada, no início do século XX, por Saussurre, nem a quaisquer derivações, generalizações ou extrapolações a partir desta última. A Semiótica insere-se num quadro filosófico mais vasto, que Peirce designou, inicialmente, por Pragmatismo e, mais tarde, por Pragmaticismo. Considera-se que Aristóteles e Kant são as influências maiores na obra de Peirce mas, também, os helenistas como Philodemus, os escolásticos como Scotus, os modernos como Descartes e os idealistas como Hegel (mas tb John Stuart Mill e outros) marcam o discurso de Peirce. De facto, com Peirce, o que está sempre em jogo é o desenvolvimento criativo e original dos problemas básicos da Filosofia. Existem alguns pontos comuns entre o Pragmatismo e as filosofias analíticas de Frege, Russel e Wittgenstein. A obra de Peirce determinou as propostas de numerosos autores, tanto nos Estados Unidos como na Europa. Os comentadores de Peirce destacam, normalmente, os seguintes: Josiah Royce e The Problem of Christianity (1913), Ogden e Richards e The Meaning of Meaning (1923), Charles Morris e Foundations of the Theory of Signs (1938), Roman Jakobson e Essais de Linguistique Générale (1963), Thomas Sebeok e Contributions to the Doctrine of Signs (1974), Umberto Eco e A Theory of Semiotics (1976), John Deely e Introducing Semiotic (1982), G. Deledalle e Théorie et Pratique du Signe (1979), etc. É manifesta a influência de Peirce na psicologia da percepção de Gibson e Biederman e, através de Gibson, na história e crítica de Arte de Gombrich. No campo específico da filosofia norte-americana, salienta-se, normalmente, a obra de William James, de John Dewey e de Hillary Putnam como devedoras do Pragmatismo peirceano. A Semiótica é pensada por Peirce como equivalente à Lógica, tomada aqui em sentido lato. A Lógica peirceana insere-se nas Ciências Normativas, juntamente com a Ética e a Estética: a ética determina a lógica; a estética determina a ética ao definir qual é a natureza de um fim que seja em si mesmo admirável e desejável em quaisquer circunstâncias independentemente de qualquer outra consideração de qualquer espécie. Em Peirce, a ética e a lógica são subsidiárias da estética. É a equivalênia entre Semiótica e a Lógica que permite à generalidade dos estudiosos e comentadores da obra de Peirce tomá-la como uma epistemologia ou como uma filosofia do Conhecimento (cf. Ransdell, 1986, 1998; §5). Segundo Ransdell, a Semiótica "would take the place of logic (as traditionally understood), epistemology, philosophy of mind, and so forth. In its extra-philosophical applications it would, he believed, be of use in any science which studies life processes or in any discipline which studies the products of intelligence as such (hence, in critical disciplines such as esthetic criticism, social criticism, etc.)" (ibid.). Segundo Max Fisch, "Peirce, desde o início, concebeu a lógica como cabendo total e inteiramente no âmbito da teoria geral dos signos; que todo o seu trabalho em lógica se baseou nesse pressuposto; que uma vez, aos cinquenta anos, distinguiu um sentido restrito e um sentido lato da lógica, pelo último dos quais, a lógica era coextensiva com a teoria geral dos signos; que ele eventualmente abandonou o sentido restrito; e que o tratado compreensivo no qual trabalhava na última década da sua vida haveria de intitular-se Um Sistema de Lógica considerada como Semiótica (A System of Logic, considered as Semiotic)" (Ketner, ed., 1986). Até que ponto é a teoria geral dos signos de Peirce realmente geral? Para Max Fisch a resposta é a seguinte: esta teoria é tão abrangente que qualquer coisa, seja ela o que for, é implicada como signo uma vez que "the entire universe […] is perfused with signs if not composed exclusively of signs" (Peirce, CP 5.448). Para Fish, a semiótica de Peirce "it is all about signs, and it is about all signs" (Ketner ed., 1986; 322). Peirce confirma esta abrangência numa carta dirigida a Lady Welby, a respeito dos passos iniciais do seu percurso intelectual, "[know] that from the day when at the age of 12 or 13 I took up, in my elder brother's room a copy of Whately's "Logic," and asked him what Logic was, and getting some simple answer, flung mysell on the floor and buried mysell in it, it has never been in my power to study anything - mathematics, ethics, metaphysics, gravitation, thermodynamics, optics, chemistriy, comparative anatomy, astronomy, psychology, phonetics, economic, the history of science, whist, men and women, wine, metrology, except as a study of semeiotic" (Semiotic and Significs: The Correspondence Between Charles S. Peirce and Victoria Lady Welby, C. Hardwick, ed. Bloomington, IUP, 1977, in Ketner, ed., 1986).
Essencial por Peirce Essential by Peirce
Hartshorne, Charles e Paul Weiss (Ed.) The Collected Papers of Charles Sanders Peirce, CD-ROM (vols. 1-6, 1 licença), Intelex
Peirce Edition Project, Writings of Charles S. Peirce, Indiana Univ. Press, 1982-1999
Christian Kloesel (Editor), The Essential Peirce : Selected Philosophical Writings (1893-1913), Indiana Univ. Press, 1998
António Machuco Pereira (ed.), Antologia Filosófica / Charles S. Peirce, Imprensa Nacional–Casa da Moeda, 1998
Essencial acerca de Peirce Essential on Peirce
Charles S Delledale, Peirce's Philosophy of Signs: Essays, Indiana Univ. Press, 2000
Kenneth Ketner, Christian Kloesel (Editor), Peirce, Semiotic and Pragmatism: Essays by Max H. Fisch, Indiana Univ. Press, 1986
James J. Liszka, A General Introduction to the Semeiotic of Charles Sanders Peirce, Indiana Univ. Press, 1996
Peirce em Português Portuguese Peirce pelas valiosas informações que me prestou, os meus agradecimentos a Anabela Gradim, Univ. Beira Interior.
Adélio de Melo, Categorias e Objectos: inquérito semiótico-transcendental, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, 2000
Adriano Duarte Rodrigues (UNL), Introdução à Semiótica, Editorial Presença
Adriano Duarte Rodrigues (UNL), Dimensões Pragmáticas do Sentido, Edições Cosmos,
Anabela Gradim, Teoria do Sinal em João de São Tomás, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1998
Anabela Gradim (ed e trad), "A fixação da crença" (The Fixation of Belief) Charles Sanders Peirce, 1877 in BOCC-Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação http://www.bocc.ubi.pt/
Anabela Gradim (ed e trad), "Sobre uma Nova Lista de Categorias" (On a New List of Categories) Charles Sanders Peirce, 1868 in BOCC-Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação http://www.bocc.ubi.pt/
António Fidalgo, Semiótica: A Lógica da Comunicação, Ed. Universidade da Beira Interior, Covilhã, 2000 tb on-line cf.: http://www.ubi.pt/departamentos/art/com/doc_com/com_fi dalgo.html
António Fidalgo, (ed e trad) "Como tornar as nossas ideias claras" (How to Make our Ideas Clear) Charles Sanders Peirce,1878 in BOCC-Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação http://www.bocc.ubi.pt/
António Machuco Pereira (ed, trad e notas), Antologia Filosófica / Charles S. Peirce, Imprensa Nacional–Casa da Moeda, 1998
John Deely, Introdução à Semiótica, Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1995
José Herculano de Carvalho, Teoria da Linguagem. Natureza do fenómeno linguístico e a análise das línguas, Tomo I, Atlântida Editora, Coimbra, 1970, Tomo II, Atlântida Editora, Coimbra, 1973 (reimp. aum. 1ª ed. ibid., 1967)
José Herculano de Carvalho, ``Segno e significazione in João de S. Tomás", in Estudos Linguísticos, vol. 2, Atlântida Editora, Coimbra, 1969, 129-168. Juntamente com os estudos de Jacques Maritain (``Signe et Symbole, Révue Thomiste, XLIV, Abril, 299-330) e Deely (1995), um estudo da teoria dos signos de Poinsot.
Lúcia Santaella, O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense, 1983
Lúcia Santaella, A assinatura das coisas. Rio de Janeiro, Imago. 1992
Lúcia Santaella, "O estado da arte dos estudos sobre Peirce: um breve panorama" in Machado, F.R. (org.) Caderno da 2ª Jornada do Centro de Estudos Peirceanos, ed CEPE-COS/PUC-SP, 1999
Lúcia Santaella, A teoria geral dos signos: Como as linguagens significam as coisas. 2a ed. São Paulo, Pioneira, 2000
Maria da Graça Valério, "Peirce e James: contribuição para a definição de pragmatismo", Cadernos da Fac. Letras de Lisboa
Manuel M. Carrilho, ``Verdade e Argumentação" in Verdade, Suspeita e Argumentação, Ed. Presença, 1990
Umbert Eco, O Signo, Editorial Presença, Lisboa, 1985 ( Segno,1ª ed, ISEDI, Milão, 1973)
não-publicados unpublished
António Machuco Rosa (UNL) «Metafísica e Cosmologia: estudo sobre o conceito de continuidade em Peirce», tese de mestrado não publicada, 1986
Maria Cristina Canotilho Grácio (UNL), "Categorias e signo: no primeiro período da filosofia de Pierce (1857-1867)", tese de mestrado não publicada, 1992
Manuel Beirão dos Reis (UNL), "Categorias e conhecimento em Peirce", tese de mestrado não publicada, 1986
Luísa Peixoto de Magalhães (Uminho), "De signo em signo: o signo icónico na perspectiva de Peirce", Provas de Aptidão Pedagógica e Científica, 1998
btw: Quine & Goodman
W. O. Quine, Word & Object, Mit Press, (1959) 1999
Nelson Goodman, Languages of Art, An Approach to a Theory of Symbols, Hackett Publishing, (1976) 1984
Catherine Elgin (Ed), Nelson Goodman's Theory of Symbols and Its Applications (Philosophy of Nelson Goodman: Selected Essays), Garland Publishing
João Branquinho (Ed., Org., Trad., Pref.) Existência e Linguagem - Ensaios de Metafísica Analítica: W. V. O. Quine, Alonzo Church, Alfred Tarski, Donald Davidson, Editorial Presença, Lisboa, 1990
|